sábado, 16 de junho de 2012

22:32

Realmente o pior inimigo sou eu mesmo
O interior, onde não dá pra tocar com as mãos, lá se esconde.

Lá, bem no fundo, aguarda a noite chegar
Espera, e quando chega a hora, ele sai
E, sozinho, no escuro, fico invulnerável
Como se não houvesse outra opção que não fosse deixar o sentimento me levar
Pra aquilo que durante o dia, se esconde
Enquanto eu tento mudar, mas nunca consigo.

Daqui alguns anos, ou meses, ou dias, ou minutos
Quando a noite não for solitária
Certamente me recordarei disso tudo
E me agarrarei, valorizarei, como nunca fiz, como já deveria ter feito antes
Mas não havia noção do quão difícil poderia ser a vida
E o quão necessitados ficamos após ter experimentado, uma vez que fosse, e foi.

Não tenho muito o que fazer, até porque não posso mudar a minha natureza
E nem a do mundo ao meu redor
Então me pergunto qual seria a solução pra essa série de eventos que impedem
Impedem aquilo que eu quero, que almejo
E, que se for pensar bem, muitos têm.

Fotos, músicas, televisão, pensamentos, pessoas.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Pra mim faz sentido.

É claro que não tenho mais a mesma pacicência
À ponto de amar alguém incondicionalmente e de forma tão platônica assim
Mas me cansa todas as vezes que fico cansado de estar tão só.
Nem tenho mais aquele tempo que eu tinha, nem aquele coração
Nem aquela inocência em acreditar em todas as palavras que me eram ditas
Mas mesmo assim tem vezes que me renderia ao seu olhar.
Eu poderia lhe dar um 'oi', talvez pudesse ser o suficiente
Mas eu não consigo pensar no depois
Sabendo que depois eu vou querer esquecer do antes.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Presente.

Se você pudesse enxergar através de mim
Talvez nunca mais trocaria meia dúzia de palavras comigo
Saberias então do vazio que sinto sempre que lhe vejo
Sendo abraçada por outros braços
Que não te seguram da mesma forma firme que os meus
Pois quando são os meus braços, eles se sentem na obrigação
De te passar a maior segurança do mundo
Para que talvez, com sorte, você não queira mais sair de dentro
Do meu abraço apertado
Como se fosse o último, sempre.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Sofá.

Já me disseram pr'eu ter paciência
E esperar um pouco mais
Que é só uma fase
E que logo isso passa.
Já me disseram tanta coisa errada que eu
Hoje em dia prefiro a intuição
Que é pra ver onde isso leva
E se isso leva mesmo em algum lugar.
Se levar que leve pra bem longe
Quero ver o sol nevar
Andar de bicicleta na praia
E compor algo na luz do luar.
Já me chamaram de fraco
Sem ao menos me conhecer um pouco mais
Mas isso é tão normal
Julgar o próximo.
Já me chamaram de tanta coisa que eu
Hoje em dia nem ligo mais
Que é pra ver onde isso leva
E se isso leva mesmo em algum lugar.
Se levar que leve pra bem longe
Quero ver o sol na luz do luar
Andar de bicicleta no asfalto
E tomar um chocolate quente ao nevar.

Vento no litoral.

Passo a noite escrevendo canções tristes
Desejando que a vida seja igual
Aquelas pessoas que se dizem felizes
Desejando um pouquinho de sal
Pra essa vida tão sem graça
Desejando algo que me faça
Sair do conforto da minha vida só
Algo que dê um nó
Na minha garganta seca
E me devolva a vontade
De sair de casa sozinho pra olhar o mar
Tomar um sorvete e voltar
Pra casa um pouco mais feliz
Por saber que tudo está em seu lugar
E então poder dormir paz
Sem me preocupar com as dores que o amor traz.

sábado, 26 de maio de 2012

Não jogue as cartas fora.

Eu bebo uma vez a cada dois dias
Só para repor a falta de emoção
Eu bebo como um divorciado de quarenta anos
Com dois filhos jovens que não os quer vê-lo pintado nem de ouro.

Eu choro duas vezes por dia
Só para repor a falta de emoção
Eu choro como uma criança de oito anos
Com o pai trabalhando o dia todo e a mãe largada por aí.

Eu sonho vinte e quatro horas por dia
Só para repor a falta de emoção
Eu sonho como um jovem de dezenove anos
Que nunca esquece a possibilidade de realizar a vontade de viver.